quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Dr.º Aureliano Pinto Barbosa

 

Dr.º AURELIANO PINTO BARBOSA

Exponencial figura da história antiga de Itaqui

1861-1918

Prof.º Paulo Corrêa dos Santos

 

Aureliano Pinto Barbosa era filho de Tristão Pinto Barbosa e Ephigenia Nunes Barbosa.

Neto paterno de Manuel de Almeida Barbosa e de Francisca Maria de Oliveira Pinto. Bisneto paterno de Constantino José Pinto e Ricarda Gomes Lisboa. Constantino era primo-irmão do maior campeador rio-grandense: Rafael Pinto Bandeira.

Neto materno de Manuel Nunes da Silva e Maria Hygina Antunes da Silva.

Trineto paterno de Antonio José Pinto e Felicia Maria de Oliveira, ele da Colônia do Sacramento, ela, de Viamão, RS.

Tetraneto de Manoel Pinto Santiago e Luísa Escócia Rodrigues, ele Capitão de Infantaria da Colônia de Sacramento.

        Foto do Dr. Aureliano quando jovem. do acervo da flia. Dr.º Marco Aurélio Barbosa

Aureliano Pinto Barbosa nasceu, conforme registros da Cúria Diocesana do Bispado de Uruguaiana, em 5 de novembro de 1861, sendo batizado em 14 de junho de 1862, pelo primeiro vigário de Itaqui, Padre José Coriolano de Sousa Passos. Foram seus padrinhos, os avós paternos Manuel de Almeida Barbosa e Ricarda Almeida Barbosa. Existe outra informação, onde diz que Aureliano teria nascido em 5 de novembro de 1858, na fazenda Santa Maria, propriedade da família, no município de Itaqui.

Casa à esquerda onde residia Aureliano Barbosa, foto de 1908/1910




Fez o curso de Humanidades, em Porto Alegre, seguindo após para a capital federal, Rio de Janeiro, até o 4.º ano de Engenharia. Em Pernambuco cursou Direito, formando-se em Recife, no tempo do Império de Dom Pedro II. Foi aluno do célebre Tobias Barreto e parceiro do famoso poeta romântico, Castro Alves.

Foi deputado provincial, participando da primeira Constituição republicana, obra tida como de exclusividade do patriarca Júlio de Castilhos. Também foi deputado federal. Aureliano era um republicano fervoroso, constando, junto com Júlio de Castilhos, Assis Brasil e Demétrio Ribeiro, como um dos fundadores do Partido Republicano no Estado. Seu nome aparece na assinatura do texto final da Constituição Política do Estado do Rio Grande do Sul, data: 14 de julho de 1891.

Parece que mais tarde, decepcionado, teria passado para os federalistas. Podia ser efeito disso, o que ocorre em 14 de julho de 1891, onde vamos encontrar o Ato N.º 593, do governo estadual “declarando sem efeito a nomeação do Dr.º Aureliano Pinto Barbosa para Tenente-Coronel, Comandante do 146.º Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional da Comarca de Itaqui e nomeando em seu lugar, Horácio Fernandes”. No meio da família Barbosa fervilhavam defensores ferrenhos, ora republicanos, ora federalistas. Afinal, republicanos e federalistas eram facções de um mesmo partido.

Foi o Intendente que sucedeu ao Coronel Felipe Nery de Aguiar quando de seu falecimento. Foi eleito vice-intendente de 1896 a 1900 e Intendente de 1900 a 1904.

Como Tenente-Coronel, comandou o 11.º Corpo Provisório do Estado, organizado em Itaqui, em 3 de setembro de 1893 em defesa da legalidade, ou seja, do regime republicano, na Revolução Federalista. Seu nome consta em várias listas da Guarda Nacional, novo ainda.

Era o presidente do Clube Republicano, na cidade, e quando a República foi proclamada, lá estava ele liderando em 1889, sendo vice, Pedro Dinarte Pinto. A sessão de instalação da República em Itaqui foi presidida na Câmara de Vereadores por Eduardo Fernandes Lima em dois momentos: o primeiro ato ocorreu às 15h do dia 18 de novembro, e o segundo, às 18h30min do mesmo dia.

Sobre a família de Aureliano há poucos dados. Sabe-se que casou com América de Sousa Barbosa, filha do Tenente-Coronel Manoel Luís de Sousa e de Balbina Gonçalves de Sousa. Alguns filhos conhecidos:

1.                      Colinaura, de batismo,(Francisco, de registro), falecida em 04 de maio de 1890;

2.                      Atanagildo;

3.                      Emília Barbosa, casada em maio de 1914 com seu primo Bolívar Barbosa, filho de Marciano Pinto Barbosa, diretor de jornal, assassinado em circunstâncias trágicas pelo Dr. Otávio de Ávilla;

4.                      Danton, nascido em fevereiro de 1895 e falecido em 7 de junho de 1896;

5.                      Ephibalbi, sem mais dados.

Aureliano faleceu em Itaqui em 23 de janeiro de 1914, com 53 anos, às 24h10min, em sua residência na esquina das atuais ruas Independência com Euclides Aranha, onde hoje está situada a empresa de Cursos Exatus.

Através do Ato N.º 73, de 23 de janeiro de 1914, o Intendente Coronel Euclides Egydio de Sousa Aranha “abre crédito para os funerais de Aureliano Pinto Barbosa”, além de ser concedido o terreno 104 para o seu jazigo. A família teria mais tarde construído um destacado mausoléu para abrigo de Tristão Pinto Barbosa e flia.

Por ocasião da invasão de Gomercindo Saraiva em Itaqui, no ano de 1893, Aureliano foi o encarregado de organizar a rendição, visto que as forças republicanas sofreram severa derrota, tendo alguns se refugiado nos navios da flotilha e outros bandeado, de armas e tudo, para o lado de Alvear. Conversou com o Dr.º Arthur Maciel. Pelo que se deduz dos relatos, não se deu a capitulação.

Em discurso na Câmara dos Deputados, Rio de Janeiro, sessão de 27 de agosto de 1897, o deputado Aureliano fez o seguinte aparte:

“Não sou apologista da morte e do assassinato. Tenho doutrina que guia os meus sentimentos e a minha conduta política e cívica. E vou referir a V. Ex.ª um fato. Quando o maior dos generais da revolução, Gomercindo Saraiva, aquele que foi o chefe supremo de todos, pela sua capacidade e tino, caía nobremente nos campos de combate, companheiros políticos me convidavam para festejar a morte com foguetórios e vivas. Eu lhes disse: não se deve festejar a morte do adversário, que morre nobremente nos campos de batalha, que uma vez empenhado na luta, não deixou um só momento de cumprir o seu dever e deu nobremente a sua vida. Soube depois que seu irmão, Aparício Saraiva, teve conhecimento desse fato passado entre mim e meus companheiros, e que por isso ficara meu amigo.”

Durante algum tempo em Itaqui existiu a rua Aureliano Barbosa. Hoje seu nome está perpetuado na Escola Estadual Aureliano Barbosa, situada na esquina das ruas David Canabarro e Frei Caneca. Uma justa homenagem a quem tanto se dedicou por sua terra natal.

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Genealogia Encarnação/Floriano

 

GENEALOGIA ENCARNAÇÃO

MARIA ANTONIA DA ENCARNAÇÃO

                                                                           Pesquisa: Prof.º Paulo Santos

Foto da Santa em poder da família Floriano(crédito blog Sangue Palmeiro)

Nascida em Florianópolis, SC, faleceu e, 12.02.1821, Rio Pardo, RS.

Falecida:18.02.1821, Rio Pardo, RS.

MANOEL JOSÉ MACHADO

Natural da Ilha Graciosa, Açores, Portugal, falecido em 01.07.1803, Rio Pardo, RS.

Tiveram 16 filhos, mas somente os relacionados abaixo foram possíveis de serem catalogados dados. Ainda que esta genealogia não esteja em sua formação definitiva, pois faltam informações e algumas ainda são confusas.

Pesquisas: Sites: Geni, Antigualhas, Mitoblogs, familysearch.org. MeHeritage,Google Família Silveira e outros.

 

Pais de:

1.   JOSÉ ANTONIO MACHADO OURIQUE

Nascido: 18.09.1796, Rio Pardo, RS Batizado: 14.11.1796 , Rio Pardo

Falecido: 26.10.1853. Porto Alegre.

EUGENIA ROSA DE JESUS

Pais:

1.1.        João Batista Machado Ourique. Nascido - 1821, casado em Porto Alegre, com Angela Francisca de Andrade.

Pais de:

1.1.1.   Damásia, nascida: 1851;

1.1.2.   Eugenia Rosa Machado Ourique;

1.1.3.   Cirila Machado Ourique

1.1.4.   Francisca- nascida 1865

1.1.5.   José Antonio Machado Ourique-nascido 1856

1.2.      Francisca. Nascida:10.09.1821. Rio Pardo. Batizada:08.12.1821, na Igreja de Nossa Senhora de Rio Pardo, RS.

 

2.   GERTRUDES MARIA DA ENCARNAÇÃO

Nascida em Rio Pardo.Falecida:1835

Casada no Oratório da sua mãe, em 25.11.1804 com José da Silva Paranhos.

Casada em 28.02.1808, Rio Pardo, com Ignacio José Carvalho

Pais de:

2.1.        Manuel José de Carvalho;

2.2.        José de Carvalho;

2.3.        Domiciana de Carvalho Ourique

2.4.        Rita Maria de Carvalho Marques, casada com Luiz Pereira Marques;

2.5.        Carolina Amelia de Carvalho, casada com Manuel Pereira de Barros;

2.6.        Anna Francisca de Carvalho, Nascida: 20.02.1822, Rio Pardo, RS, Batizada: 01.05.1822, Rio Pardo, RS, casada com Antonio José da Costa Barbosa;

2.7.        Ignacia Maria Machado de Carvalho

 

3.   FELICIANA JOAQUINA DA ENCARNAÇÃO

Natural de Florianópolis, SC. Falecida:26.05.1849, Itaqui, RS

Casada em 14.02.1805, Rio Pardo, RS com FLORIANO MACHADO FAGUNDES, natural de São José dos Pinhais, PR, falecido em 19.09.1848,no local Bom Retiro, Itaqui, RS

Pais de:

3.1.        Pedro. Nascido: 06.06.1819, São Borja, S, batizado: 03.04.1820, São Borja, RS

3.2.        JOSÉ FLORIANO MACHADO FAGUNDES. Nascido:29.12.1815, batizado: 01.06.1817, São Borja.RS, casado com CANDIDA DELFINA DA ENCARNAÇÃO, filha de IGNACIA DELFINA DA ENCARNAÇÃO (irmã de FELICIANA) e João José de Oliveira Guimarães;

Pais de:

3.2.1.   JOSÉ FLORIANO MACHADO FAGUNDES FILHO-Nascido:1839. Falecido:1895, casado com  Maria Candida Fonseca (ou Pacheco), apelido “Candoca” , falecida em 27.05.1909, Itaqui, RS ;

3.2.2.   ISMAEL FLORIANO MACHADO FAGUNDES. Nascido: 14.05.1841, Itaqui, RS, falecido: 26.11.1921, Itaqui, RS, casado com Laudelina Figueiredo Machado Fagundes, falecida, Itaqui, RS

3.3.        Maria Leopoldina da Encarnação, casada com João José da Fontoura Palmeiro.

Pais de:

3.3.1.   Amâncio Machado Palmeiro;

3.3.2.   João Machado Palmeiro.

3.4.        Manuel. Nascido: 08.11.1807. Batizado: 12.12.1807, Rio Pardo;

3.5.        João. Nascido- 29.04.1814, batizado: 23.07.1815, São Borja, RS;

3.6.        Manoel (outro) Nascido- 02.07.1823. Batizado: 26.08.1823, São Borja, RS.

JOSÉ FLORIANO MACHADO FAGUNDES, filho de FLORIANO e FELICIANA, também casou com Maria Madaglena Pinheiro, de Santiago do Boqueirão, RS

Pais de:

3.3.3. CESARINA FLORIANO MACHADO, nascida em 1865. Santiago, casada com NASCIMENTO ANTONIO CORREA, nascido: 1860, falecido: 07.10.1930, Itaqui, RS. (meus bisavós)

Pais de:

3.3.3.1. Thimoteo Floriano Corrêa, casado com Isabel Mello Corrêa – meus avós maternos:

3.3.3.2. Virgilina Corrêa dos Santos, casada com Osvaldo Silveira dos Santos – meus avós paternos.

 

4.   ROSA JOAQUINA DA ENCARNAÇÃO

Nasceu na Ilha de Santa Catarina. Faleceu: 13.07.1802. Porto Alegre

Casada com Tenente José Francisco da Cunha, nascido: 25.08.1759, Porto Alegre, RS, casados em 14.01.1795, Rio Pardo.

Pais de:

José- Nascido: 15.03.1798, Rio Pardo, RS,

Batizado: 10.06.1798, Rio Pardo, RS.

Casada  com Manuel (ou Luís)  Carvalho da Silva, filho de Manoel Carvalho da Silva e Faustina Correia Pires.

 

5.   MARIA DELFINA DA ENCARNAÇÃO

Casada com Manuel Inacio Alves Coelho de Souza (dos Reys), no oratório da casa da mãe, Rio Pardo, em 02.08.1813.

Pais de:

5.1.        JOSEFINA MARIA DA ENCARNAÇÃO, casada em 30.11.1832, Rio Pardo, com RICARDO ANTONIO DE MELLO, filho de Ricardo Antonio de Mello e Perpétua Felicidade de Borba.

Ricardo e Josefina eram os pais de FRANCISCO ANTONIO DE MELLO com JOANA ISABEL ESTIGARRIBIA, pais de ISMAEL LEÃO DE MELLO casado com MAURÍLIA OVIEDO DE MELLO, pais de ISABEL MELLO CORRÊA (minha avó materna)

 

6.   MANUEL JOSÉ MACHADO (FILHO)

Nascido 08.11.1807, Rio Pardo, RS,

Batizado: 12.12.1807, Rio Pardo, RS.

Falecido:12.12.1848, São Borja, RS.

GERTRUDES MARIA DE BORBA

Pais de:

6.1.        Rita, nascida em 1817, falecida em 1834;

6.2.        Maria José Machado, Baronesa de Quaraí, nascida em 1819, falecida em 1878;

6.3.        Josefa Maria da Conceição- nascida em 1820.

6.4.        Francisca Machado, casada em 1821, com Manuel José de Freitas Travassos- nascido em 1812, falecido em 1885.

Pais de:

6.4.1.   Luísa Machado de Freitas casada com Antonio Pereira Prestes.

Pais de:

6.4.1.1.       Antonio Pereira Prestes casado com Leocádia de Almeida Prestes.

Pais de:

6.4.1.1.1.   LUÍS CARLOS PRESTES, nascido: 08.01.1898, casado com OLGA GUTMAN BENÁRIO, nascida: 12.02.1908, Alemanha. Falecida: 1943, Alemanha.

 

7.   ANA ROSA DA ENCARNAÇÃO

Nascida em Rio Pardo. Falecida em 07.05.1838, Itaqui, RS

Casada com Vicente Alves de Oliveira, em 04.05.184, Rio Pardo.RS

 

8.   IGNACIA MARIA DA ENCARNAÇÃO

Nascida em Rio Pardo. Falecida em 1843, Porto Alegre, RS

Casada no oratório da casa da mãe, em Rio Pardo, em 15.07.1807, com João José de Oliveira Guimarães, natural de Portugal

Pais de:

8.1.        CANDIDA DELFINA DA ENCARNAÇÃO, falecida em 1858, casada com JOSÉ FLORIANO MACHADO FAGUNDES, filho de FLORIANO MACHADO FAGUNDES

·         FLORIANO MACHADO FAGUNDES, assassinado  em 1848, São Borja, em território que passaria a pertencer mais tarde a Itaqui, costa do rio Ibicuí, localidade do Bom Retiro, que na época tinha outro nome.

·         Floriano tinha contratado uns peões argentinos para sua estância. Estes entraram em serviço a partir de abril de 1848. Quando foram ajustar as contas, não houve acerto e as partes entraram em luta. Eles queriam oito contos mensais, poder levar os 22 cavalos mansos e uma égua madrinha que pertencia a quatro. O grupo que invadiu a fazenda era composto de 8 homens, chefiados por um tal de Corazon de Jesus Caceres.

·         Floriano junto a dois escravos, armados com armas de fogo, resistiram ao ataque dos invasores argentinos. Sua esposa e uma nora estavam no local.

·         Dia 19 de setembro de 1848, no distrito da Cruz, São Borja, Floriano Machado Fagundes  e um escravo acabam morrendo no conflito, que gerou um incidente internacional pois os fugitivos foram  para a Argentina. Floriano era liderança local de prestígio.

A A imagem que introduz este estudo estaria presente na hora da invasão à Fazenda de Floriano, estando em poder de sua esposa, Feliciana Delfina da Encarnação. Esta, teria sido agredida com um golpe de espada, que foi amortecido, segundo  relatos orais dos descendentes, na estátua. Parece que a mesma ficou com parte da estrutura cortada. Com isso, a esposa do Tenente Floriano não teria falecido no momento. Entretanto, segundo a gravidade do golpe, pouco tempo depois faleceria. Não é bem certo que a morte tenha sido em consequência, mas supõe-se que sim. Os relatos do passado ficam prejudicados pela distância do tempo e a forma como as narrativas chegam até nós. 

domingo, 12 de julho de 2020

E dê-lhe bala no Passo da Cachoeira!




CRÔNICAS HISTÓRICO-FAMILIARES:

                                                         E dê-lhe bala no Passo da Cachoeira!


                                                                               Por Paulo Corrêa dos Santos

Ainda sob os rescaldos do fim da Revolução Federalista, cujo fervor deu-se em 1893, a fazenda de Augusto Silveira Dutra fora atacada por “uma partida de salteadores”, no local denominado Passo da Cachoeira. Corria o ano de 1897.
Augusto, meu trisavô paterno, fez parte da Guarda Nacional de Itaqui, um pequeno estancieiro, eleitor republicano, primo-irmão do Coronel Felipe Nery de Aguiar, intendente de Itaqui de 1892 a 1900.


Era comum o mandatário do município mandar um soldado da guarda municipal para fazer a vigilância da fazenda de Augusto, no Rincão (outra denominação para o local) da Cachoeira, naqueles períodos de conturbação.
                    Foto Passo da Cachoeira, com sua balsa de travessia. Crédito: Rádio Liberdade
Coisas de parentes! Troca de favores! Concessões político-eleitoreiras? Coisas e tais....Pois no dia do ataque, Marcino de Aguiar, filho de João Pinto de Aguiar e Maria Joaquina de Medeiros, neto de Ignacio Pinto de Aguiar (meu tetravô paterno, tio do Coronel Felipe de Aguiar), mais um menino de apelido “Bilica” estavam no mato cortando lenha, quando uma sobrinha de Augusto foi avisá-los de que bandidos estavam atacando a estância.
Nos relatos documentais ora aparece estância, ora fazenda, termos comuns na época. A presença de bandos armados e consequentes invasões e roubos eram frequentes naqueles tempos bélicos pós-revolução, herança da selvageria do período federalista. Ao chegarem à sede da estância, encontraram o velho Augusto tentando reagir ao ataque, junto com alguns familiares, e gritando energicamente: “- não se entreguemo pra bandido! – Não se entreguemo pra bandido!”
E, assim, ia incentivando aos outros a reagirem à invasão.
E foi bala e bala! Augusto foi ferido e, mesmo assim, sentado a uma cadeira, pedia que as mulheres municiassem as armas com que disparava contra o bando. Bando esse formado por 12 elementos com “ a cara pintada de preto e encarnado”.
Que cena! As mulheres ferviam água para jogar nos invasores. Deus do céu!
Além de Augusto, sua esposa Clarinda Bertulina de Medeiros também foi ferida. O fazendeiro, junto com sua turma, conseguiu acertar a um dos bandoleiros. Este, ferido, foi degolado por seus companheiros, para que, se preso, não os delatassem. Cenas de “faroeste puro”! Existe, inclusive, um relato policial, em livro específico, nos arquivos públicos do Município, sobre esse episódio.
Augusto Silveira Dutra ficou manco de uma perna devido a um disparo recebido. Tempo de mistérios e curiosidades no Rincão da Cachoeira. Nesse lugar, a esposa de Augusto, dona Clarinda, costumava contar que havia um grande “enterro” perto da casa onde moravam, próximo de umas figueiras. Balas, degolas, “enterros”, belo enredo para um romance de época – “dos brabos”!



Foto: da esquerda para direita: meu bisavô Higino Francisco dos Santos, avô Osvaldo e pai, Waldemar Corrêa dos Santos.

Augusto Silveira Dutra nasceu em 1845, em Santa Maria, e faleceu em Itaqui, por volta de 1920.Teve apenas duas filhas: Ernestina e Ercília. Minha genealogia provém de Ernestina Silveira dos Santos, nascida em 8 de outubro de 1879 e falecida em 01 de setembro de 1880, casada com Higino Francisco dos Santos, meus trisavós paternos. Ernestina e Higino eram pais de Osvaldo Silveira dos Santos, meu avô paterno.




domingo, 21 de junho de 2020

As reminiscências evocativas do passado de Itaqui: Estancia Alto Uruguai/Castelo Vila Alba


AS REMINISCÊNCIAS EVOCATIVAS DO PASSADO DE ITAQUI

Prof.º Paulo Santos

1.    ESTÂNCIA ALTO URUGUAI - FAMÍLIA ARANHA


A casa grande da Estância Alto Uruguai é uma relíquia histórica, mantida quase da mesma forma pelos proprietários como um patrimônio vivo das lutas do passado, servindo de elo para a preservação, no presente, da memória histórica. Hoje, parece que o prédio está em litígio judicial e os antigos proprietários não mais o habitam.
Foto de uma descendente (facebook Paola Aranha)

Consta que um dos primeiros proprietários era o senhor Porto Alegre. Sua construção data dos tempos dos jesuítas, segundo informações antigas, quando aquele local era um ponto de passagem dos guaranis do Povo Jesuítico de La Cruz, período em que toda essa região fazia parte da Província do Paraguai. Aquele local poderia ser um posto, uma guarda guarani, com capela, capataz e peões. Há. Inclusive, uma mangueira circular, de pedra, muito característica dos currais missioneiros.
No pátio interno da casa, havia um poço centenário, acredita-se, cuja tradição oral passada pelos atuais proprietários dava conta do mesmo ter um túnel (segundo a tradição oral, de natureza jesuítica), descendo pouco abaixo da abertura, indo em direção ao rio Uruguai. A entrada desse túnel ainda existia quando,  por  diversas vezes, por lá estivemos; questiona-se apenas se teria toda a extensão apregoada, ou quem sabe seria uma construção pós-jesuítica, provavelmente do período saladeril. Ou não haveria túnel algum. Justificativas existem de que a referida entrada poderia ser um suposto esconderijo provisório para alguma fuga emergencial. Ou teria outra utilidade até agora não esclarecida. Próximo do local ficavam as reminiscências do antigo Saladeiro São Felipe, dos ingleses Dickinson.
Foto de 2015, inauguração de placa. (imagem:www.itaqui.rs.gov.br)

Em l865, a casa foi invadida pelos paraguaios, sendo incendiada parte dela. Consta que neste período pertenceria a Fortunato Assumpção, tio paterno de minha tetravó Romana Theodora de Medeiros. Mais tarde, a família Aranha adquiriu a propriedade. Na década de l890 foi restaurada pelo seu proprietário, o Coronel Euclides Aranha, grande líder político itaquiense, sendo intendente do município de 1912 a 1916. Nessa estância gerou-se uma das mais expressivas famílias itaquienses – os Aranha, cuja matriarca era a benemérita Luiza Aranha, conhecida como Dona Luizinha, esposa do Cel. Euclides Aranha, um paulista, intendente e líder político da cidade, pais do famoso político brasileiro Osvaldo Aranha, que apenas nasceu em Alegrete, porém teve a maior parte de sua existência ligada a Itaqui, principalmente nessa lendária Estância Alto Uruguai.          

2.    CASTELO DA VILA ALBA  - FAMÍLIA DEGRAZIA


O Castelinho, como é conhecido, fica na esquina das ruas Borges do Canto com Luizinha Aranha. Pertence à família Degrazia, construído pelo Doutor Osvaldo Paschoal Degrazia por volta de l929. Sua construção, em tamanho reduzido, imita um castelo em estilo português-espanhol com elementos estilizados, cuja obra valoriza o elemento principal de Itaqui, a pedra grês, formando uma imponente frontaria que se ergue numa das partes mais altas da cidade. Doutor Osvaldo Degrazia era casado com Alba Lenzi Carvalho Degrazia, uma sobrinha-neta do Cel. Felipe Nery de Aguiar, o primeiro intendente de Itaqui, em l892. Conta a história que grandes decisões políticas foram urdidas e tomadas no Castelinho através de senadores, deputados, cardeais, bispos e ministros de Estado.
(imagem:ourstory50.blogspot.com)

Encontra-se em adequado estado de conservação, mantido e preservado pelos descendentes do casal Osvaldo/Alba que periodicamente retornam a Itaqui para ocupar o espaço de um passado repleto de grandes acontecimentos. A Vila Alba, como está na sua fachada, é um dos cartões-postais de Itaqui que evoca a história de uma família representativa do contexto político-social da época, cujas reminiscências estão registradas no livro A janela das minhas lembranças, de Alba Carvalho Degrazia, a matriarca. Esta obra temos um volume, recebido de sua filha, Dr.ª Linda Degrazia.
Possuía duas bibliotecas repletas de livros bem preservados num prédio bastante conservado que se mantém incólume à ação do tempo e atiça a curiosidade dos visitantes que chegam em nossa cidade e dão de cara com um Castelo incrustado na área urbana.





Manuel Silveira Dutra. Dos Açores para Triunfo, RS. Genealogia.


MANUEL SILVEIRA DUTRA
Dos Açores para Triunfo, RS
Genealogia

                                                           Pesquisa: Prof.º Paulo Corrêa dos Santos 

Segundo registros do familysearch.org(pesquisas históricas) tem-se a formação de um ramo da genealogia de:
1. MANUEL SILVEIRA DUTRA, segundo alguns registros dos livros de Batismo (ref. L. Batismos Triunfo1801-1843) seria originário da Ilha Fayal, outros dizem que seria da Ilha do Pico, dos Açores, Portugal, casado com RITTA MARIA DE JESUS (ou DA CONCEIÇÃO), nuns registros aparece como natural de Taquary, RS; noutros, como de Santo Amaro (?). E ainda, segundo informações do genealogista Diego Pufal(diegopufal@gmail.com), Manuel Silveira Dutra seria natural de Sr. Santo Cristo, Vila da Praia, Ilha Terceira, Açores, casado com Rita Maria da Conceição, batizada em 8 de julho de 1759, em Triunfo, RS. De acordo com Ana Silvia Scott e outros, no artigo “Casais de Ilhéus: a migração do Arquipélago dos Açores para o Rio Grande de São Pedro (décadas de 1740 a 1790)”, disponível em PDF: Manuel e Ritta Maria casaram em 22 de novembro de 1779, em Taquary, na época distrito de Triunfo, constando nesse registro como Manuel sendo natural da Ilha Fayal e Ritta, da Freguesia do Senhor Bom Jesus do Triunfo
Manuel e Ritta seriam pais de:
1.1. FRANCISCO SILVEIRA DUTRA (Manuel Silveira Dutra/Ritta Maria de Jesus), natural de Triunfo, RS. Com dados de Diego Pufal, Francisco foi batizado em 02 de março de 1785, em Triunfo.  Casado em 20 de fevereiro de 1814, na mesma cidade, com JOAQUINA MARIA DO NASCIMENTO (ou DA CONCEIÇÃO), natural de Triunfo, RS, filha de MANOEL TEIXEIRA DE CARVALHO e MARIA JOAQUINA FELICIDADE. Francisco e Joaquina, naturais e moradores de Triunfo, tiveram os seguintes filhos:
1.1.1. MANOEL SILVEIRA DUTRA (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento), nascido em 12 de julho de 1816, batizado em 23 de julho de 1816, em Triunfo, RS, falecido em 1876, em Santa Maria da Boca do Monte, RS, casado com ANNA TEIXEIRA CONRAD, filha do Capitão José Teixeira de Almeida e Maria Antonia de Bittencourt, moradores em Santa Maria, RS. Manoel e Anna tiveram os seguintes filhos:
1.1.1.1. Augusto Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 13 de novembro de 1845, batizado em 21 de janeiro de 1846, em Santa Maria da Boca do Monte, RS, casado com Clarinda Bertulina de Medeiros, filha de Manoel Carlos de Medeiros e Romana Theodora de Assumpção, de Itaqui, RS. Augusto providenciou seu registro de casamento, em Itaqui, em 07 de abril de 1878. Pais de:
Foto acervo familiar de um dos filhos de Manuel Silveira Dutra


1.1.1.1.1. Ernestina Silveira dos Santos, casada, em Itaqui, RS, com Higino Francisco dos Santos. Higino e Ernestina são pais de Osvaldo Silveira dos Santos, casado com Virgilina Corrêa dos Santos, pais de Waldemar Corrêa dos Santos casado com Élvia Corrêa dos Santos, pais de Paulo Corrêa dos Santos, autor desta pesquisa;
1.1.1.1.2. Ercília Silveira Oviedo, casada em 1.ªs núpcias com Artur Assumpção Ramos e em 2.ªs núpcias, com Thomé Oviedo, em Itaqui.
1.1.1.2. Saturnino Silveira Dutra (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 19 de dezembro de 1853, batizado em 17 de agosto de 1854, em Santa Maria. Casado com Marfisa Angélica Assunção, de Dilermando de Aguiar, RS, filha de David José de Medeiros e Maria Angélica do Carmo. Saturnino e Marfisa eram pais de:
1.1.1.2.1. Anna. Nascida em 25 de janeiro de 1877, batizada em 26 de novembro de 1877, em Itaqui;
1.1.1.2.2. Julio. Nascido em 02 de julho de 1884, batizado em 12 de dezembro de 1885, em Itaqui, RS;
1.1.1.2.3. Honorina. Nascida em 24 de abril de 1883, batizada em 22 de novembro de 1882, em Itaqui, RS;
1.1.1.2.4. Maria Ana Silveira Dutra casada com Benicio Martins Alves Sobrinho, nascida em 25 de agosto de 1901, em Dilermando de Aguiar, RS;
1.1.1.2.5. João Silveira Dutra. Nascido em 15 de julho de 1885, falecido em 25 de janeiro de 1964, em Dilermando de Aguiar, RS, casado com Jeronima de Miranda Santarem;
1.1.1.2.6. Deolinda Silveira Dutra. Nascida em 15 de agosto de 1901, Dilermando de Aguiar, RS, casada com Saturnino Silveira de Andrade, filho de Otacilio Lopes de Andrade e Saturnina Silveira;
1.1.1.2.7. Anauuisia ou Armanizia Silveira de Andrade casada com Bento Pereira de Andrade.
1.1.1.3. Lourenço Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 10 de agosto de 1847, batizado em 23 de abril de 1849, em Santa Maria da Boca do Monte, RS, casado com Maria Fausta de Medeiros;
1.1.1.4. Joaquim Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 07 de agosto de 1844, batizado em 21 de janeiro de 1846, em Santa Maria, RS;
1.1.1.5. Deolinda Teixeira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascida em 05 de maio de 1849, batizada em 28 de dezembro de 1849, em Santa Maria, RS, casada com Antonio Rufino de Medeiros, em 1854, em Santa Maria, RS. Pais de:
1.1.1.5.1. Claudionir Rufino Teixeira de Medeiros, casado com Maria Isabel Penna de Moraes, em Santa Maria, RS;
1.1.1.6. Delfino Silveira Dutra. (Manoel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 28 de março de 1843, batizado em 12 de maio de 1843, em Santa Maria, casado com Etelvina Pereira Dutra. Pais de:
1.1.1.6.1. Donato Silveira Dutra. Nascido em 07 de agosto de 1880, batizado em 01 de setembro de 1880, em Itaqui, RS;
1.1.1.6.2. Maria da Glória Silveira Oviedo. Nascida em 25 de novembro de 1882, batizada em 02 de abril de 1883, em Itaqui, falecida em 24 de fevereiro de 1948, Itaqui, RS, casada com Felix Oviedo;
1.1.1.6.3. José Silveira Dutra. Nascido em 26 de julho de 1884, batizado em 12 de dezembro de 1885, Itaqui, RS;
1.1.1.6.4. Honorato Silveira Dutra. Nascido em 11 de janeiro de 1883, batizado em 09 de dezembro de 1885, Itaqui, RS;
1.1.1.6.5. Higina Silveira Dutra. Nascida em 11 de janeiro de 1887, batizada em 18 de maio de 1888, Itaqui, RS;
1.1.1.6.6. Celina Silveira Dutra. Nascida em 17 de julho de 1887, batizada em 19 de maio de 1888, Itaqui, RS;
1.1.1.6.7. Saturnina Silveira Dutra. Nascida em 30 de novembro de 1875, batizada em 27 de abril de 1876, Itaqui, RS.
1.1.1.7. Belisario Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 10 de fevereiro de 1841, batizado em 23 de junho de 1841, Santa Maria, RS, falecido em 1887, Itaqui, RS, casado com Agostinha Ermelinda da Silva. Pais de:
1.1.1.7.1. Manuel Silveira Dutra, casado em 1.ªs núpcias com Maria Joaquina de Medeiros e em 2.ªs núpcias, com Virgilina Hermelinda da Silva;
1.1.1.7.2. José Trindade da Silveira Dutra. Nascido em 11 de julho de 1865, batizado em 29 de outubro de 1867, Itaqui, RS, falecido em 27 de junho de 1934, Itaqui, RS;
1.1.1.7.3. Anna Maria Silveira Dutra, casada com João Pereira Pinto de Aguiar, nascida em 29 de agosto de 1863, batizada em 09 de setembro de 1864, Itaqui;
1.1.1.7.4. Virginia Silveira Dutra. Nascida por volta de 1867, em Itaqui, RS;
1.1.1.8. Basilio Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido por volta de 1837, falecido em 04 de dezembro de 1887, em Itaqui, RS;
1.1.1.9. José Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido em 13 de fevereiro de 1841, batizado em 23 de maio de 1841, em Santa Maria, RS, falecido em 1886, em Itaqui, RS, casado com Rosalina de Escovar Dutra. Pais de:
1.1.1.9.1. Genaro Silveira de Escobar. Nascido por volta de 1882, Itaqui, RS;
1.1.1.9.2. Adelina Silveira de Escobar. Nascida em 05 de setembro de 1885, batizada em 12 de dezembro de 1885, Itaqui, RS;
1.1.1.9.3. Alvaro Silveira de Escobar. Nascido por volta de 1880, Itaqui, RS;
1.1.1.9.4. Mariana Dutra. Nascida em 05 de junho de 1865, batizada em 03 de junho de 1867, em São Borja, RS;
1.1.1.9.5. Anna Isabel Silveira de Escobar. Nascida em 04 de julho de 1882, batizada em 24 de abril de 1883, Itaqui, RS;
1.1.1.10. Agostinho Silveira Dutra. (Manoel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido por volta de 1860, sem maiores dados;
1.1.1.11. Zeferino Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido 26 de agosto de 1862, batizado em 09 de fevereiro de 1864, Itaqui, RS;
1.1.1.12. João de Deus Silveira Dutra. (Manuel Silveira Dutra/Anna Teixeira Conrad). Nascido por volta de 1840, casado com Rita Maria da Costa. Pais de:
1.1.1.12.1. Anna. Batizada em 14 de janeiro de 1853, em Santa Maria, RS;
1.1.1.12.2. Zulmira Silveira Dutra. Nascida em 1851, batizada em 08 de janeiro de 1853, Santa Maria, RS

1.1.2. BASILIO SILVEIRA DUTRA. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento), nasceu por volta de 1824, faleceu em 03 de dezembro de 1880, em Itaqui, RS, sem maiores dados:
1.1.3. DELFINO SILVEIRA DUTRA. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento), sem maiores dados;
1.1.4. BALBINA SILVEIRA DUTRA. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento), nascida em 06 de setembro de 1835, batizada em 01 de fevereiro de 1836, em Santa Maria da Boca do Monte, RS;
1.1.5. RICARDA CONSTANCIA JOAQUINA DO NASCIMENTO. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento), nascida em 12 de abril de 1815, batizada em 23 de abril de 1815, em Triunfo, RS, casada em 06 de maio de 1831, em Santa Maria, RS, com Francisco Alvares da Cunha; pais de:
1.1.5.1. Constança. Nascida em 07 de junho de 1839 e batizada em 08 de janeiro de 1840, em Santa Maria, RS.
1.1.6. JOAQUINA SILVEIRA DUTRA. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento). Nascida em 1831, batizada em 24 de novembro de 1833, em Santa Maria, RS;
1.1.7. JOSÉ SILVEIRA DUTRA. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento). Nascido em 02 de junho de 1824, batizado em 02 de agosto de 1824, em Triunfo, RS;
1.1.8. ALEXANDRE SILVEIRA DUTRA. (Francisco Silveira Dutra/Joaquina Maria do Nascimento). Nascido em 24 de novembro de 1822, batizado em 23 de fevereiro de 1823, em Triunfo, RS.

1.2. JOSÉ SILVEIRA DUTRA. (Manuel Silveira Dutra/Ritta Maria de Jesus). Natural de Taquary, RS, casado com Anna Maria da Silva, originária da Freguesia de Nossa Senhora dos Anjos. José e Anna eram pais de:
2.1. Serafim. Nascido em 12 de novembro de 1815, batizado em 24 de novembro de 1815, em Triunfo, RS;
2.2. Florisbella. Nascido 20 de abril de 1811, batizado em 03 de julho de 1811, em Triunfo, RS;
2.3. Manoel. Nascido em 02 de fevereiro de 1823, batizado em 17 de fevereiro de 1823, em Triunfo, RS;
2.4. Francisco. Nascido em 11 de março de 1814, batizado 11 de abril de 1814, em Triunfo, RS;
2.5. Bibiana. Nascida em 02 de maio de 1821, batizada em 14 de junho de 1821, em Triunfo, RS.

1. 3. ANNA MARIA DE JESUS. (Manuel Silveira Dutra/Ritta Maria de Jesus), natural de Triunfo, RS, casada com Manoel José de Azevedo, do Rio de Janeiro, pais de:
3.1. Manoel. Nascido em 26 de agosto de 1811, batizado em 06 de outubro de 1811, em Triunfo, RS;
3.2. Florisbela. Nascida em 03 de janeiro de 1819, batizada em 14 de março de 1819, em Triunfo, RS;
3.3. Mathias. Nascido em 24 de fevereiro de 1806, batizado em 27 de março de 1806, em Triunfo, RS;
3.4. Ricardo. Nascido em 24 de fevereiro de 1824, batizado em 01 de maio de 1824, em Triunfo, RS;
3.5. José. Nascido em 21 de outubro de 1814, batizado em 15 de novembro de 1814, em Triunfo, RS.

Fontes consultadas:
Arquivo da Prefeitura Municipal de Itaqui. RS
Arquivo da Câmara Municipal de Vereadores de Itaqui. RS
Arquivo da Paróquia de São Patrício de Itaqui. RS
Arquivo da Cúria. Bispado de Uruguaiana. RS
Arquivo Bispado de Santa Maria. RS(Livros de Batismos)
Familysearch.org. Pesquisa histórica. Rio Grande do Sul. Registros Paroquiais
SCOTT, Ana Sílvia e outros. Casais de Ilhéus: a migração do Arquipélago dos Açores para o Rio Grande de São Pedro (décadas de 1740 a 1790), disponível na net.




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